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Simone Tebet precisa decidir se quer fazer política ou propaganda. Porque subir num palanque, declarar “guerra contra o fascismo e a família Bolsonaro” e, segundos depois, posar como dona exclusiva do patriotismo é, no mínimo, ridículo. Foi exatamente isso que aconteceu neste sábado, 5 de setembro, durante um comício de Lula na Praça Dom José Marcondes, no centro de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Pouco depois, atacou os adversários por se dizerem patriotas e disse: “Quem defende o Brasil somos nós”. É preciso prestar muita atenção ao método. Tebet ainda repete uma mentira conveniente: diz que Bolsonaro “negou vacina no braço do povo brasileiro”. Ele não negou. Bolsonaro foi contra obrigar a população a se vacinar - o que é completamente diferente de impedir alguém de tomar vacina. Tebet sabe disso, mas apaga a diferença porque, se explicá-la, a narrativa cai por terra. Enquanto Tebet fala em patriotismo, Brasil e verde e amarelo, o que se vê no enquadramento do próprio comício é uma militância quase inteiramente vestida de vermelho. A bandeira brasileira aparece praticamente isolada no meio da cena. Isso, evidentemente, expõe uma contradição caricata entre a retórica no microfone e aquilo que os olhos estão vendo. A candidata ao Senado por São Paulo, mistura opinião política, acusações sobre a pandemia, responsabilidade por mortes, tarifas internacionais, empregos, indústria e agro como se tudo fosse uma sequência de verdades indiscutíveis. Simone Tebet, nesta cena patética, está ensinando à militância (desprovida de intelecto) quem deve ser odiado, quem pode ser perseguido, quem pode ser chamado de patriota e em quem deve votar. E quanto mais o governo Lula precisa dizer ao povo quem são os “verdadeiros patriotas”, mais necessário se torna olhar para a realidade e acreditar no que os próprios olhos estão vendo.

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