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As manifestações deste 7 de Setembro viraram um verdadeiro termômetro para o destino do Brasil. E quem diz isso é a colunista Roseann Kennedy, do Estadão: os atos devem funcionar como um “termômetro” para o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidir como conduzir o confronto aberto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. A informação expõe a dimensão da crise instalada na Corte; Fachin passou a centralizar os procedimentos que envolvem os dois ministros depois que Moraes pediu investigação contra Mendonça, acusando-o de abuso de autoridade, improbidade e parcialidade na condução de apurações ligadas ao Banco Master. Na sexta-feira, 4 de setembro, Fachin retirou o pedido do inquérito das fake news - relatado pelo próprio Moraes - e determinou que fosse tratado em procedimento sob sua presidência. Do outro lado está a apuração sobre mensagens atribuídas a Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e, na véspera do 7 de Setembro, liberou a Petição 16.662 para julgamento presencial no plenário. Agora, cabe a Fachin decidir quando o caso será pautado. Não é somente o presidente do STF que estaria observando a força e o tom das manifestações antes de definir seus próximos movimentos; é também o governo Lula e todos os colaboracionistas envolvidos neste plano de poder. Não se trata mais apenas de divergência jurídica entre ministros - o Supremo atravessa uma crise interna marcada por acusações recíprocas, questionamentos sobre investigações, documentos da Polícia Federal e a própria credibilidade institucional da Corte. Quando até um dos maiores jornais do país registra que as ruas podem pesar na condução desta crise, o recado é evidente - a pressão popular será decisiva, e Brasília está ouvindo. Neste 7 de Setembro, a dimensão dos atos poderá ir muito além de uma fotografia política do país. Ela chega diretamente ao momento em que Fachin terá de decidir se o Supremo enfrentará a crise às claras - ou se continuará tentando sufocá-la atrás das portas fechadas dos gabinetes, enquanto a confiança dos brasileiros nas instituições desmorona do lado de fora.

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