O 7 de Setembro de Lula entregou mais uma imagem que fala mais do que um governo que vive de narrativa: o vazio.
Lula desfilou ao lado de Janja no Rolls-Royce presidencial, acenando como se estivesse diante de uma multidão. Em alguns pontos, militantes ainda entoavam o previsível “olê, olê, olá, Lula, Lula”. O problema é que nem a mobilização prévia de movimentos sociais foi capaz de produzir a fotografia de apoio popular que o Planalto precisava.
Na tribuna, ao contrário, não faltava gente. Estavam ali todos os seus colaboracionistas: Hugo Motta, Davi Alcolumbre, Edson Fachin, Geraldo Alckmin, ministros e toda a engrenagem política e institucional que hoje gravita em torno do poder.
O aparato do Estado compareceu, a cúpula de Brasília compareceu, os aliados compareceram e a militância organizada compareceu - menos o Brasil real.
Desde que voltou ao Planalto, Lula tenta reconstruir a imagem de um líder de massas, mas o 7 de Setembro voltou a mostrar o tamanho do problema.
Lula, como sempre, consegue encher a tribuna de poderosos e colaboracionistas. O que ele não consegue é encher a Esplanada de povo.
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