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Edson Fachin rompeu o silêncio nesta quarta-feira, 2 de setembro. Reconheceu que o STF vive momento de “especial gravidade” e prometeu medidas. “A elevada autoridade do cargo não confere privilégios”, afirmou. Agora o STF se revelará ao Brasil: ou abre investigação transparente e prova que a toga não é escudo, ou a fala será cortina retórica para salvar um dos seus. O estopim é um relatório de 218 páginas da PF: mensagens de Vorcaro ao contato “Alexandre de Moraes BRASILIA”, perguntas sobre fuga e operação às vésperas da prisão, pedidos para acionar Gonet e Andrei e o contrato de R$ 131 milhões com o escritório da mulher de Moraes. Os indícios são graves demais para serem apagados pelo rito. Gonet, citado como autoridade a ser acionada, não pediu uma apuração independente; pediu a nulidade do relatório e a extinção da PET 16.662, distribuída a Mendonça por prevenção. Está claro: o citado quer apagar o relatório que o citou. O caso irá ao plenário, e Fachin será testado - a manobra que se desenha é usar o rito para anular o trabalho e afastar Mendonça quando a apuração chega ao topo; depois, retomar o controle do caso. Enquanto isso, André Mendonça passou a usar colete à prova de balas, teve a segurança reforçada após o STF detectar risco à sua integridade e sua igreja pediu orações por sua vida. Retirá-lo agora seria um atentado contra a investigação e a vitória da blindagem institucional. O Supremo hoje tem dez ministros, Moraes não vota, Toffoli, embora não impedido, anunciou afastamento dos julgamentos do Master - restam oito. Com Moraes sem votar e Toffoli provavelmente ausente, restam oito votos. Gilmar Mendes, Zanin e Dino seriam contra a investigação; Mendonça, Fachin, Fux e provavelmente Nunes Marques, a favor. Cármen Lúcia decidirá: se apoiar a apuração, o placar será 5 a 3; se votar contra, haverá empate em 4 a 4, que pode enterrar o caso. Se Toffoli participar, tende a apoiar Mendonça. Se Fachin permitir que a nulidade afaste Mendonça e devolva o caso ao controle do sistema, sua frase não valerá nada. Se tudo terminar em pizza, a confiança nas instituições não será apenas abalada - será sepultada. Depois disso, salve-se quem puder.

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