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Há imagens que ultrapassam uma campanha eleitoral e entram para a história política de um país. Nesta quarta-feira, 9 de setembro, uma delas aconteceu em Juiz de Fora. Oito anos depois do atentado que quase matou Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, seu filho, Flávio Bolsonaro, hoje candidato à Presidência da República, voltou exatamente ao lugar onde aquela caminhada foi interrompida. E voltou com uma missão declarada: “Vou completar o trajeto que meu pai não conseguiu completar.” Flávio chegou à Zona da Mata pelo Aeroporto Regional, após o mau tempo impedir o pouso previsto em Juiz de Fora. De carro, seguiu até o Aeroporto da Serrinha. Dali, partiu à frente de uma motociata de aproximadamente 10 quilômetros em direção ao centro da cidade. O destino era o Calçadão da Rua Halfeld, no cruzamento com a Batista de Oliveira. O mesmo cenário onde, em 6 de setembro de 2018, Jair Bolsonaro, então candidato à Presidência, foi atingido por uma facada no abdômen enquanto era carregado pela multidão. Usando colete à prova de balas, Flávio chegou ao centro cercado por apoiadores. Subiu nos ombros de um segurança e avançou em meio à multidão pelo trecho que seu pai não conseguiu terminar oito anos atrás. O próprio Flávio chamou aquele ponto de “segundo nascimento” de Jair Bolsonaro. Não era apenas uma referência ao passado, era a reprodução, quase quadro a quadro, de uma das imagens mais marcantes da história eleitoral recente do Brasil - mas, desta vez, com outro desfecho. Em 2018, tentaram interromper a vida de Jair Bolsonaro. Oito anos depois, Flávio Bolsonaro voltou ao mesmo lugar, percorreu aquelas ruas e concluiu, nos braços do povo, o caminho que seu pai havia começado. As imagens ficarão para a história.

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