A massa que aplaude o autoritarismo será a próxima vítima dele
O Brasil vive uma erosão institucional que já não pode ser tratada como normalidade política ou uma simples polarização entre direita e esquerda.
Quando Poderes que deveriam se fiscalizar passam a atuar juntos para se proteger, criminalizando todos aqueles que denunciam um projeto de poder hegemônico, passamos oficialmente a fazer parte de um regime.
Servir de massa de manobra para políticos corruptos, partidos ou autoridades que ultrapassam os limites da lei não é defender democracia. É contribuir para a escalada de um sistema em que o poder deixa de encontrar resistência.
E regimes autoritários começam exatamente assim: uma parcela da população acredita que está protegida porque está do “lado certo”. Aplaude a censura quando silencia o adversário, comemora a perseguição quando alcança quem pensa diferente e aceita exceções porque imagina que jamais será atingida por elas - até que a exceção vira regra.
O maior perigo está naqueles que entregaram sua capacidade de questionar a políticos, partidos e autoridades. Pessoas que repetem discursos, justificam qualquer abuso e funcionam como massa de sustentação de um sistema que, no fim, também poderá esmagá-las.
A história está cheia de pessoas que ajudaram regimes a crescer acreditando que jamais seriam suas vítimas - e foram.
Lembre-se: Autoritarismo não tem amigos, tem cúmplices temporários.
Por isso, o alerta precisa ser repetido quantas vezes forem necessárias: defender liberdade somente para quem pensa como você não é defender liberdade.
E ninguém - repito, ninguém! - recebe garantia de imunidade quando um país permite que o arbítrio substitua a lei.
Despertem!
Vídeo: @budovisuals
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