Ela negociou com a patroa.
Berenice trabalhou, serviu e morreu. E os indícios apontam que Berenice foi aasassinada pela própria patroa. Motivo? Disputa por verbas rescisórias. Negociar com o patrão nunca foi uma opção, mas apenas uma forma de legitimar a exploração do trabalho. No Brasil, a vida de quem trabalha vale tão pouco que empregadas domésticas seguem sendo tratadas como objetos, herança direta da escravidão. O Brasil nunca rompeu com a lógica escravocrata. Mas hoje, vamos exigir justiça por Berenice.
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