Era 1976, no auge da ditadura militar, quando o samba também era alvo da repressão. Durante um ensaio da Estação Primeira de Mangueira, escola do coração de Cartola, a polícia interrompeu a festa.
Mas o poeta do samba respondeu do jeito mais genuíno: sentou-se no chão, ao lado da viatura, num protesto pacífico e emblemático.
A cena, capturada pelo fotógrafo Eurico Dantas, tornou-se símbolo da resistência cultural, imortalizando Cartola como guardião do samba e da dignidade de sua gente.
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