Minha solidariedade à querida Duda Salabert, mais uma vítima da violência contra lideranças progressistas nesse país. Duda foi perseguida e agredida enquanto apurava suspeitas de mineração ilegal. Teve boletim de ocorrência, atendimento médico, escoriações e luxação no ombro.
Mas, quando a vítima é uma mulher, o ataque vem acompanhado de uma segunda violência: a suspeita. Com a cumplicidade da hipocrisia da imprensa majoritária, o tribunal social transforma a vítima em ré.
Conheço esse roteiro. Corpos LGBT+ são historicamente tratados como corpos que podem ser humilhados, agredidos, descredibilizados. Quando ocupamos a política, a violência também tenta nos expulsar.
Duda merece solidariedade, proteção e investigação séria.
Nossa palavra não vale menos. Nossa existência não está em julgamento. E não vão nos empurrar de volta ao silêncio.
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