Sem querer ser cabotino, dá-me uma satisfação imensa ver uma obra de minha produção em arte visual na parede de um colecionador rigoroso e de extremo bom gosto (Claro que estou usando esta expressão - “bom gosto” - a partir dos critérios de que uma obra de arte que mereça assim ser chamada permita não apenas uma fruição estética por meio das formas, cores e texturas, mas também uma ampliação de imaginário do espectador e uma politização de sua existência! Fora desses critérios, o que existe é decoração e publicidade. Estes citados critérios têm sido os dos colecionadores que compram minha arte visual). A “Pietá de Gaza” está com @MarceloUchoa_ , e ele a colocou em companhia dos trabalhos igualmente relevantes e impactantes, do artista cearense Ramon Sales, um verdadeiro mestre recentemente falecido; de Zé Tarcísio, e de uma artista israelense também já falecida, Ruth Schloss, que fugiu da Alemanha quando o nazismo ascendeu ao poder nos anos 30, e viveu até morrer em um Kibutz em Israel. Ruth Schloss era uma mulher de esquerda que lutou pela causa palestina. E, por fim, da incrível Eduarda Moiano, cuja obra representa o cotidiano da Comunidade do Poço da Draga em Fortaleza. Há melhores companhias? Impossível. A sensibilidade de Uchôa é comovente. Seu engajamento político em defesa dos Direitos Humanos das minorias é admirável e bem-vindo neste mundo de boçais e mentirosos. Ele sabe que, repito esta minha frese, que é quase um mantra: apenas a arte pode conter (nos dois sentidos desta palavra) o mal. Muito obrigado, @MarceloUchoa_ 🙌🏽❤️
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