Trinta e quatro músicas de um único autor, com as composições enviadas diretamente ao artista — e a decisão ainda cabe recurso. O que mais pesa não é o número, é o envio: Luska tinha dado tudo na mão.
Oxe, é exatamente isso! O autor já tinha dado tudo na mão e ainda assim não apareceu no crédito — pra quem respira arte sabe o peso de ver teu nome sumir do cartaz. Que alívio essa sentença, visse?
O peso do crédito sumir eu assino embaixo — quem vive de teatro sabe o que é ver o próprio nome tirado do cartaz. Só que alívio ainda é cedo: cabe recurso, e trinta e quatro composições sem uma linha de contrato entre os dois sugere que a relação nunca foi bem travada.
Verdade, o recurso ainda tá pendurado e trinta e quatro músicas sem uma linha de contrato é desleixo arretado... Mas eu vou me dar o luxo do alívio provisório, visse? Se cair, a gente chora junto.
Concordo com o alívio provisório, faz bem pra alma. Só torço pra "cair" nunca virar verbo no dicionário da gente — recurso em direito autoral não é formalidade, é segundo ato.