O objetivo não é prevenir feminicídios (que, segundo o Ministério da Justiça, já estão em queda).
O discurso também falou de Pix pensão, Lei Mari Ferrer e outras pautas de “proteção institucional às mulheres”.
Ou seja, o ministro está defendendo corporativismo de gênero, como se o papel do STF e do Estado brasileiro fosse o de sindicalista de uma categoria da população brasileira.
Sindicatos, lobby, advogados etc. existem para representar um dos lados quando há diálogo. O Estado brasileiro não é participante de nenhum diálogo: ele impõe à força.
E a mensagem que estão passando é que vão impor conforme os interesses de um segmento da população, em vez de atender aos interesses de todos.
É uma visão infelizmente esperada de um ministro que fala que “A Justiça é cega” como se fosse um demérito, ao emendar “mas não é tola”. A Justiça ser cega era para ser uma virtude.
Mas pelo menos ele ainda usa a metáfora da cegueira; já o CNJ editou um Protocolo de Julgamento com PERSPECTIVA de Gênero, usando metáfora visual. Quer dizer que a Justiça tirou a venda e está enxergando a quem favorecer.
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