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Segundo a Gazeta do Povo, a Interpol não se convenceu do pedido de Moraes para incluir Allan dos Santos na difusão vermelha da entidade. Allan dos Santos era acusado de crimes como “lavagem de dinheiro” e “organização criminosa”, que têm como característica dependerem de outros potenciais crimes para existirem. Afinal, você monta uma organização criminosa para cometer crimes, e você lava dinheiro que obteve com a prática de um crime. Não são crimes que aparecem sozinhos, por assim dizer. Segundo a Gazeta do Povo, a Interpol pediu esclarecimentos: queriam saber qual exatamente era a natureza do crime cometido por Allan dos Santos e como Moraes e a PF sabiam que os bens eram produtos desse crime; também queriam entender de que forma o que Allan dos Santos fazia atendia à definição de “organização criminosa”. Trata-se da polêmica teoria das “milícias digitais”, defendida por Moraes. Sinto-me validado, porque a minha confusão sempre foi a mesma da Interpol. Ainda que se entendesse como crime o fato de Allan dos Santos falar mal de ministros do STF, não existe organização criminosa para praticar crimes contra a honra, por disposição legal.

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