A novela política pela qual nós estamos passando há 10 anos envolve grupos que foram prejudicados pela ascensão das redes sociais, em tensão com grupos que foram beneficiados.
"Antes das redes sociais, éramos felizes e não sabíamos", dizem alguns.
3 redes sociais já foram banidas no Brasil (inclusive em período eleitoral).
Outra medida que nós temos visto é as redes sociais serem reguladas de forma tão intensa que preferem remover ou deixar de exibir conteúdo, de forma preventiva, principalmente em época de eleição. Em outros casos, são diretamente proibidas de exibir.
Nos EUA, depois que o Trump ganhou a primeira eleição, o Facebook até mudou o algoritmo para evitar que os usuários vissem conteúdos políticos. Depois que houve troca de governo e os adversários chegaram ao poder, as redes sociais baniram Trump todas aos mesmo tempo.
No Brasil, literalmente no primeiro dia em que a esquerda voltou ao poder, foi criado por decreto um ̶M̶i̶n̶i̶s̶t̶é̶r̶i̶o̶ ̶d̶a̶ ̶V̶e̶r̶d̶a̶d̶e̶ Procuradoria de Defesa da Democracia, que passou a se dedicar mandar notificação às redes sociais ordenando retirada de conteúdos que prejudicariam o governo.
Logo em seguida, esse mesmo governo apoiou um projeto de lei (mais tarde imposto pelo STF) que dava força coercitiva a essas notificações do governo, impondo responsabilidade à plataforma em vários casos, se a descumprisse, sem necessidade de ordem judicial independente ("notice and take down").
Em 2026, as plataformas estão sendo obrigadas a suprimir conteúdo online dos candidatos, que, de outra forma, seriam exibidos.
Já a TV Brasil, o horário eleitoral "gratuito" (pago com impostos, só aos candidatos associados a grupos já com poder político consolidado) e a comunicação oficial do governo continuam funcionando.
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