Glenn Greenwald, que é gay e advogado de liberdades civis, RESPONDE ao pânico moral levantado por Érika Hilton, Duda Salabert e outros que tentam recorrer ao tapetão contra a decisão de permitir o livre debate sobre LGBT no Instagram e Facebook, inclusive o debate se ser trans seria doença mental.
"Todo o progresso social na questão LGBT foi produto do livre debate e da persuasão, não da proibição e da censura" – diz Greenwald.
Acrescento que isso também vale para o Brasil. Um ministro do STF equivocadamente justificou a criminalização judicial da homofobia em 2019 dizendo que, sem ela "a homofobia vai prosseguir" – uma declaração injustificável à luz dos fatos, visto que TODA a redução da homofobia nos anos 80, 90 até 2019, que o próprio movimento LGBT reivindica como conquista dele, foi feita SEM qualquer criminalização da homofobia no Brasil. Logo, claramente não foi ela a causa. Por que seria necessária agora?
PÓS-fato, DEPOIS que o progresso já foi realizado e aceitação LGBT já se tornou a força dominante, é que os grupos tentam impor a sua ideia proibindo o discurso contrário.
Fazem isso em nome de proteger os mais fracos, o que é um paradoxo, porque agora só têm força para impor uma proibição justamente por serem os mais fortes – antes, quando realmente eram o lado mais fraco, não teriam força para impor a proibição.
Por isso, Greenwald aponta: "A censura nunca é um instrumento dos marginalizados, é sempre um instrumento dos poderosos, POR DEFINIÇÃO."
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