Acompanhem:
• Moraes se torna alvo dos Estados Unidos;
• Moraes participa das conversas do Executivo para decidir a resposta do governo federal, segundo a imprensa;
• Também segundo a imprensa, Moraes participa das conversas do Legislativo para apresentar um projeto de lei em retaliação aos EUA, barrando a entrada de americanos que atuem "contra instituições brasileiras e seus representantes" (ou seja, ele mesmo);
• No Judiciário, Moraes recebe diretamente nas mãos para julgar, SEM SORTEIO, notícia-crime contra um deputado brasileiro (Eduardo Bolsonaro), pedindo sua punição por ter participado das conversas nos EUA em torno das medidas contra o próprio ministro;
• Ou seja, além de juiz, Moraes é vítima do caso a ser julgado;
• Moraes encaminha a notícia-crime para ser analisada pelo PGR (procurador-geral da República), que, segundo a imprensa, foi indicado ao cargo pelo próprio Moraes;
• É bem possível que os agentes de polícia que atuam no caso também tenham sido indicados por Moraes, já que ele escolheu investigadores desde o início do Inquérito do Fim do Mundo, do qual este caso é um prolongamento.
Existe algum braço do Estado que esteja envolvido e que não tenha o dedo do min. Moraes?
Não estamos falando de um juiz, simplesmente. Quem analisar dessa forma não está sendo honesto ou não está enxergando o quadro todo. É um agente público com presença em todos os três poderes.
(Ou quatro, já que o min. Moraes afirma existir mais um, que seria o Poder Moderador. E, aliás, ele também reivindica esse quarto poder como sendo dele, enquanto ministro do STF.)
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