Vocês lembram quando outro dia falei aqui de uma espécie de “delação reversa” de Mauro Cid? Pois é, acho que está se configurando. Ele entregou o principal, que é o fato de Bolsonaro ter se reunido com os comandantes militares para propor o golpe — e o comandante da Marinha, Almir Garnier, teria topado. Mas, ao afirmar que os chefes da FAB e do Exército não aceitaram, reforçou a narrativa dos militares de que eles barraram o golpe. Sobretudo o general Freire Gomes, que teria até ameaçado prendê-lo (será?). Foi uma reunião de ao menos cinco pessoas, e se houver uma investigação séria, cotejando relatos e provas, tudo vai se esclarecer. Mas, de fato, ao entregar quem apostou no golpe, Cid mostra quem não entrou na conversa e defendeu a democracia. É por isso que, naquele dia, contei que o atual comando das FFAA via com bons olhos a delação premiada. Só não sabíamos quem seriam exatamente os vilões da história que ficaram ao lado de Bolsonaro…
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