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A destruição das oliveiras. Minha coluna no Globo. Leia íntegra no link abaixo Guga Chacra - O Globo Dezenas de milhares de oliveiras foram destruídas por colonos israelenses nos últimos anos em uma série de ataques na Cisjordânia. Não há justificativa para essas ações que fazem parte de uma guerra silenciosa nesse território reivindicado pelos palestinos para um futuro Estado e ocupado ilegalmente por Israel desde 1967. Trata-se de uma ocupação diferente da de Gaza e da do Sul do Líbano porque é não apenas militar como também civil, com cerca de 700 mil israelenses vivendo na região se incluirmos Jerusalém Oriental — se excluirmos a cidade, são 500 mil em meio a três milhões de palestinos. Oliveiras existem há milênios no que hoje é Israel e Palestina, assim como nos vizinhos Líbano e Síria. Afinal, essa região é tão mediterrânea quanto a Grécia, a Espanha e a Itália — e suas azeitonas, dizem, são ainda melhores. Azeitona em árabe pode ser traduzida como zeitoun. Aliás, a palavra em português, assim como alface, arroz, azeite (zeit) e centenas de outras, tem origem no árabe. Palestinos, israelenses, sírios e libaneses têm um enorme orgulho de suas oliveiras e de suas azeitonas. A destruição dessas árvores impacta sua própria identidade. Seria como arrancar um pedaço deles, de suas famílias, da raiz que os conecta àquela terra, aos ancestrais, à sua história. São gerações de palestinos que viveram cuidando de suas oliveiras, que passaram de pais para filhos ao longo dos séculos. oglobo.globo.com/blogs/guga-chacra/noticia...

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