Fábio Zambeli

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Fábio Zambeli

Fábio Zambeli

@fzambeli

Jornalista. Política, economia, mídia, música e esportes.

A retirada de Alexandre de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News é a notícia mais importante da política brasileira desde 2019.
A quatro semanas da eleição, pesquisas para o Senado permanecem uma abstração. Os institutos captam hoje recall dos nomes mais conhecidos. Taxas de indecisos na espontânea superam 85%. As urnas devem trazer surpresas em muitos Estados.
Não há surpresa com o empate entre Lula e Flávio nas pesquisas. O quadro é estável desde que Jair escolheu seu candidato. Curvas apontadas pelos institutos refletiam oscilações, pulverizadas com a proximidade das urnas. Provavelmente a taxa de comparecimento decidirá o 2º turno.
Desconfie de quem disser que sabe qual será o desfecho da crise no STF, embora a turma do "deixa disso" seja majoritária hoje na corte.
O sucesso de Cury em 2026 e de Marçal em 2024 mostra que existem três perfis majoritários de eleitores no Brasil: os que gostam do Lula (e suas ideias), os que gostam de Bolsonaro (e suas ideias) e os que estão dispostos a qualquer aventura para se livrarem dos políticos.
Augusto Cury foi o primeiro candidato a presidente a usar o horário nobre da TV aberta para enfatizar os desafios da IA para o país, mencionando ChatGPT, Gemini e Claude. A política tradicional tem muito a aprender com os outsiders.
Debate da Band: ausências de Lula e Flavio, embora péssimas para a democracia, são compreensíveis do ponto de vista da estratégia eleitoral. Já a desistência de Zema não faz qualquer sentido, exceto se o candidato do Novo estiver desembarcando da disputa presidencial. A ver.
Nem chegou setembro e já temos uma avalanche de trackings e "pesquisas internas" de campanha vazadas na cobertura eleitoral. Azar do distinto público, que fica à mercê dos spin doctors.
Eleições apertadas nunca são decididas por um único fator. Mas tendo a acreditar que a "sensação" de piora na economia pode estar impactando mais as intenções de voto do que qualquer escândalo de corrupção.
Para os arautos das "balas de prata": faltam 65 dias para o segundo turno. É bastante provável que muitas ondas venham pela frente, contra e a favor de Lula e Flávio. Vencerá quem conseguir surfar a última.
Discutir a obrigatoriedade do diploma de jornalista em 2026 é o equivalente a exigir curso de datilografia para quem usa um computador.
Menos de 24 após o início da campanha e já caiu o primeiro marqueteiro. Profissão mais frágil que a de técnico de futebol no Brasileirão.
Não há novidade sobre as ausências de Lula e Flávio nos debates de TV. Ambos só devem ir ao da Globo. Com a polarização consolidada e a eleição decidida por rejeição, aparecer num confronto agora só serviria para dar audiência (e palanque) para os candidatos de menor potencial.
A principal notícia do debate em Minas veio no final: o líder nas pesquisas Cleitinho, depois de algum suspense, declarou que seu candidato a presidente será Flávio Bolsonaro. E anunciou que dará palanque ao senador no segundo maior colégio eleitoral do país. #debate #minas
Começou o metaverso da campanha, período em que candidatos sem chances ganham minutos de fama numa maratona infindável de sabatinas sobre programas de governo que jamais serão implementados.
As peças do xadrez político de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, estão nas mãos de um senador famoso por cortes folclóricos nas redes sociais, que lidera as pesquisas, mas hesita em se candidatar a governador. É o algoritmo dando um nó nos partidos.
Ansioso pela análise isenta das bancadas dos canais esportivos, a maioria torcendo pela Argentina. Queria entender o que os comentaristas especializados pensam a respeito de um time que não dá um chute a gol em 90 minutos numa final de Copa.
Essa resenha improvisada pós-jogo da @CazeTVOficial em pleno gramado de semifinal de Copa explica a razão do sucesso do canal. Os caras estão levando o torcedor/espectador do sofá para uma imersão nunca antes vista no backstage da cobertura de um jogo desse tamanho. Golaço.
A 1 ano e meio da eleição, o declaratório político é um jogo de dissimulação: quem não será candidato, diz que pode ser; quem será, não pode dizer. O que se fala agora quase nunca importa. O relevante é o que não é dito, mas feito em silêncio.
A ESPN tem 6 canais de TV por assinatura e exibe o jogaço histórico do João Fonseca no ATP Tour de Buenos Aires somente no streaming e para quem paga uma taxa adicional. Esculhambação com o assinante e com o tênis brasileiro.
Tábata conseguiu tirar Marçal do sério. O candidato do PRTB saiu totalmente do controle ao ser acusado, ofendeu a adversária com expressões misóginas e desferiu palavrões contra outros oponentes. Em marketing político, conduta agressiva costuma aumentar a rejeição. #DebateNaBand
Jogadores do Flamengo apitaram a partida de hoje com muita desenvoltura no Maracanã. Parabéns! Já pode comemorar o título. Nem precisa disputar o resto do campeonato.
Parabéns ao @samuelvenancio pela coragem de encerrar contrato com a empresa do novo dono do Cruzeiro. Se a mídia tradicional mineira seguisse o mesmo critério com os patrocinadores de clubes de BH, a cobertura seria mais isenta.
Juridicamente, Bolsonaro pode ter cometido dois erros no seu discurso na Paulista: assumir a existência da tal "minuta" e tratar os presos pelo 8/1 como "aliados". A conferir as consequências.
A chapa que depende dos votos da periferia para ganhar a eleição em SP foi fechada numa sacada de alto padrão dos Jardins. A política é fascinante.
Parcela da direita achou boa ideia criminalizar a atividade política de um padre popular em SP. O resultado? Uniu a fragmentada arquidiocese da capital e deu palanque gratuito para Boulos se aproximar da base social católica.
Lula termina 2023 maior do que começou. Não há mais dúvida sobre a governabilidade, os arranjos institucionais estão a seu favor, a percepção acerca da economia é positiva e a oposição está sem discurso. Não é pouca coisa pra quem venceu a eleição com o país rachado ao meio.
Lições de comunicação da campanha na Argentina: 1) debate na TV tem efeito marginal nas urnas; 2) a nova arena do debate político para uma faixa numerosa do eleitorado é o Tik Tok; 3) meme dá mais voto que programa de governo; 4) os algoritmos estão minando as chances do centro.
O ocaso do jornalismo de serviços: SP enfrentou ontem uma das mais intensas tempestades de todos os tempos. Há bairros inteiros sem energia por 12 h, ruas bloqueadas e danos incalculáveis. Na TV, não há cobertura e nem orientação. Os canais abertos não mudaram a grade de sábado,…
Dia histórico para o basquete brasileiro: Franca, time mais tradicional do país, vence a final do Mundial de clubes da @FIBA no último segundo. Detalhe: sem transmissão pela TV e fora do noticiário da grande mídia. Parabéns ao @FrancaBasquete!
Tente explicar para um investidor estrangeiro por que a esquerda votou a favor de uma reforma econômica, o Partido Liberal foi contra e o centro fisiológico resolveu atuar em "favor do país".
A entrevista do advogado de Mauro Cid à Globonews é um desastre do ponto de vista da comunicação. O defensor do ajudante de ordens de Bolsonaro ficou 40 minutos ao vivo na TV tentando explicar o que ele mesmo desconhece, pois não acessou os autos. 🤷🏻‍♂️
Geralmente é assim: comprou briga com o PT, vira capa de revista. Haddad ganha a confiança do establishment, mas a guerra é longa.
Lula interrompe descanso na Bahia para visitar região atingida pelas chuvas no litoral paulista em companhia do governador, rival político. Verdade que é apenas obrigação do presidente. Mas ultimamente estava difícil fazer o óbvio até em situações de calamidade no Brasil.