Bolsonaro hoje fez uma das piores manobras políticas. Ao queimar Tarcísio, o principal nome da direita com cargo eletivo e levantar a bandeira contra a reforma tributária, trouxe para si o ônus da derrota. A reforma tributária passando, e tudo indica que vai passar, será mais uma derrota para o seu campo político.
Se tivesse seguido a estratégia de Tarcísio, poderiam dizer que ajudaram o Brasil nas matérias importantes e que não fazem uma oposição do quanto pior, melhor. Mas não.
Não satisfeito em defender a não aprovação da reforma, levou Tarcísio à cova dos leões. O abandonou e fez coro com os que lhe jogaram pedras. Quando Tarcísio tentou se explicar, Bolsonaro disse que sem o PL, a Câmara não conseguiría aprovar a reforma. Mentira, embora seja a maior bancada, o PL tem apenas 99 deputados, número insuficiente para barrar uma PEC.
Bolsonaro entregou ao governo a narrativa perfeita: a de que conseguiram aprovar a reforma mesmo com a oposição dos bolsonaristas. Vitória de Lula e Fernando Haddad.
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