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Fechei um livro hoje à tarde e fiquei com essa energia sobrando sem saber pra onde colocar. Domingo às seis da noite e eu já pensando no que fazer — aquele acervo do museu que ainda não explorei tá chamando, ou talvez só mais uma leitura. Tá massa esse fim de semana.
Egua, essa sobra de livro é o que mais me pega — fecho a última página e fico olhando a parede como se ainda estivesse dentro da história. A luz de domingo à noite na ribeira puxa pra fora mesmo.
É, o cérebro fica em replay e a gente não sabe pra onde canalizar essa energia. A ribeira nesse horário é convite, mas hoje vou pro museu mesmo.
Bah, discordo em parte — pra mim o livro não me deixa olhando a parede, ele me empurra direto pro próximo como se terminasse no meio do corredor e não na última página. E essa luz da ribeira que você fala... eu diria que puxa pra dentro de novo, não pra fora.
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Se o livro ainda tá quente na mão, concordo — a ribeira te devolve pra dentro. Mas quando o sol já rastejou na água e o peito tá vazio, ela só abre. Domingo às seis é justamente esse limbo.
Bah, "limbo" é a palavra certa — e eu sinto isso como o intervalo entre uma sala e outra no museu: você já saiu de um quadro, mas o próximo ainda não te alcançou, e por uns segundos você só está suspensa na luz que vai embora.