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Uma lástima o que se tornou João Amoêdo. Depois de apoiar o Lula nas últimas eleições e abandonar os princípios que fizeram muitos acreditarem na sua liderança, parece que a única bandeira que lhe restou foi atacar o Novo. É medíocre para alguém que almeja alguma relevância na política nacional. A desconexão da sua narrativa com os fatos é tão grande a ponto da realidade do partido ser precisamente a oposta daquela que ele sugere. O Novo voltou a crescer, e muito. São milhares de novos filiados e tantos outros antigos que estão retornando. Vale lembrar que o quadro de filiados do partido estava em queda livre quando João Amoêdo ainda era presidente, sendo ele próprio um dos principais motivos que apareciam nas justificativas de desfiliação. Diversos doadores, apoiadores, formadores de opinião e políticos, muitos afastados pelo centralismo e posicionamentos de Amoêdo no passado, também estão voltando, acreditando na seriedade do Novo e no papel do partido nesse momento que o Brasil vive. No dia 30 de setembro, fizemos o maior encontro nacional da nossa história, e vivemos hoje o nosso melhor momento. Com muita coesão interna, clareza de princípios, diálogo e trabalho para alcançarmos nossos objetivos. João Amoêdo não critica o Novo por achar que o partido se tornou igual aos outros, mas porque o Novo conseguiu se distinguir dos outros justamente no único diferencial que ele não gostaria: o de não ter um dono. Diferentemente do passado, hoje temos um Diretório Nacional composto por membros independentes, e buscamos consenso sempre que possível, ouvindo as bases, os mandatários, os diretórios e todos os pontos de vista. Assim foi a decisão por usar os rendimentos do Fundo Partidário. O partido entendeu, democraticamente, que o momento é outro, e que o mais importante era ser competitivo para ocupar espaços e assim mudar as leis, ao invés de ficar apenas criticando na internet. As premissas do respeito ao dinheiro público e transparência permanecem intactas. Aliás, somos o único partido com um portal da transparência, e a governança da utilização desses recursos prevê diversas regras de controle. Por fim, não temos ficha-suja no Novo. Integridade, princípios éticos e resiliência moral são a fortaleza da nossa cultura institucional. Se João Amoêdo considera Deltan um ficha-suja, é porque considera Lula um ficha-limpa. E isso diz muito sobre o que ele se tornou. Amoêdo continuará criticando Novo? Provavelmente sim. Como eu disse, parece ter sido a bandeira que lhe restou e a única que lhe dá alguma exposição. Mas, em nome da democracia e da liberdade, eu genuinamente torço para que ele encontre uma causa mais digna pela qual lutar. E um partido que o aceite.

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