Uma boa métrica para avaliar as próximas eleições e o que de bom elas tem o potencial de trazer é a quantidade de campanhas que cita a cultura de forma específica.
Por quê?
Porque o Estábulo Nacional não tem remédio. Dentro daquele antro, como já me confirmou um senador em mandato, o povo não tem qualquer poder, não forma maiorias e não passa NENHUMA pauta relevante. Essa é a realidade política atual e isso se manterá assim ainda por vários anos.
Portanto, os mandatários poderiam fazer algumas coisas úteis. Comunicação de idéias e exposição de falcatruas, emendas para infraestrutura e emendas para cultura.
A primeira não acontece porque os parlamentares de forma geral não estão à altura.
A segunda é mais um engodo do sistema e 99,9% dos nossos parlamentares cai nessa arapuca. De ambulâncias para cidades pequenas até computadores para escolas e armas para policiais. Em outra ocasião explico porque isso é um total e completo engodo.
A única ação que sobra, que tem poder de ajudar a sociedade é o fomento cultural.
Sabem quantas campanhas estão falando disso de forma específica?
ZERO.
Simplesmente nossos políticos ignoram esse assunto. As motivações são variadas e uma é pior que a outra. O conjunto, portanto, não é animador.
Mas seguiremos tendo tretas, "traições", abusos de poder e truculência ditatorial. Seguiremos tendo crises e campanhas exigindo hashtags. A diversão está sempre garantida.
O Brasil afunda na lama tocando pandeiro, bebendo cerveja e falando mal de quem critica a devassidão.
Mas ano que vem a gente renova o congresso, bota 4 ministros maravilhosos no Supremo Escárnio e impichamos a bandidagem. Com Sertesa!
Vai, Brasa!
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