A loucura esquerdista está consistentemente vencendo ao nosso redor. Em todas as áreas. No campo político, uma das piores, a maioria da direita já se comporta como esquerda. Não é exagero e já venho expondo isso aqui há anos. O crescimento dessa prática vem sendo constante e o discurso DE ESQUERDA vem sendo absorvido pelas nossas bases, sempre carentes de referências, cultura e capacidade de avaliação.
No campo da retórica a rendição foi total. Do erro gramatical pesado ao uso de funk na comunicação o pragmatismo jogou pela janela os últimos resquício de nobreza, de excelência, de dignidade. Consideram desigualdade um problema e exaltam como qualidades uma origem humilde ou um tom de pele mais escuro. Até a preferência sexual é colocada como predicado e vemos a exaltação da juventude, defeito evidente, como qualidade até para o legislativo.
Na arena acadêmica e científica a direita agora aplaude Mary del Priore, historiadora esquerdista até a raiz dos cabelos. Aplaudem o conceito de "emissões de carbono" e sustentabilidade. Enquanto isso ignoram o que deveria nos importar, como as recentes descobertas científicas mostrando que Deus é a explicação mais lógica para a nossa realidade. Ignoram que a noção evolutiva de Darwin já subiu no telhado e que precisamos de mais energia, e as melhores modalidades são a nuclear e a de hidrocarbonetos (que não são fósseis, afinal).
O pior disso tudo é a recusa bovina em incentivar a luta na arena cultural. Parece óbvio para uma pessoa dotada de raciocínio lógico que o que de fato modela o senso comum de uma sociedade não seja as palestras para dezenas ou centenas de pessoas em teatros mas obras que emocionem e engajem o público, que tragam arquétipos elevados para crianças e adultos e que mostrem que é bom ser bom. E é melhor ainda ser do cacete.
Mas um chavão vai sempre suplantar o bom senso no país dos memes e enquanto o povo se vangloria de vitórias tão inexistentes quanto as divisões que o bigodinho movia em seu mapa num bunker em Berlim em 1945 o sistema segue agindo impunemente e tornando seu controle sobre as mentes de todos cada vez mais forte. "Dinheiro público não pode ser usado nas artes" - vociferam os adoradores do bitconho. Enquanto isso nossos filhos lêem nas escolas sobre a delícia de cozinhar a amiguinha antes de devorá-la.
Incapazes de entender uma realidade que está muito acima da capacidade de compreensão dos seus pais nossas crianças são destruídas pelo ambiente escolar enquanto os pais, de mãos amarradas por um fio frágil e quase invisível, se declaram impotentes.
A ausência de substância faz com que todos os erros sejam aceitáveis, da defesa do controle do Estado sobre os brinquedos das nossas crianças até a tolerância da imposição da matança de inocentes e prisões ilegais. Muito mais importante, ensinam os operadores de direito, são as alíneas desrespeitadas. O que é a destruição de centenas de famílias perto das alíneas ou, pior ainda, perto de dinheiro?
É tudo muito triste e é realmente recompensador conseguir ao menos ver isso sem a contaminação dos discursos bizarros de australianos manipuladores, de profetas herméticos e de vendedores de tic-tacs.
A liberdade intelectual não existe mas a excelência sim, existe. E temos isso ainda aqui entre nós, em diversos perfis que não tem um milésimo do tamanho que deveriam.
No Brasil o povo cai no mar e abraça a bigorna deixando a bóia flutuando sozinha.
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