A direita brasileira tem muita coisa bizarra.
A noção de que é inteligente votar em jovens para renovar a política. Daí a galera se candidata sem ter nenhuma noção das coisas, tendo assimilado argumentos de debate básico e o povo se encanta. O jovem nunca deu nenhuma prova de sua essência mas o que importa é que o eleitor tenha gostado dele. É uma coisa puramente emocional e rasteira.
Temos ainda os que passam o tempo confrontando esquerdopatas com QI de ameba e filmando o resultado, como se fosse uma escaramuça fundamental na guerra cultural. O povo gosta, é diversão. Tem até a faquinha Tramontina! Tem que ser bom!
Tem ainda os identitários de direita. O gay do Bolsonaro, o negro do Bolsonaro, a gorda do Bolsonaro, o calista do Bolsonaro. Ora, um sujeito que usa sua cor de pele como se fosse raça ou qualquer outro atributo identitário como se fosse qualidade já está com o pé do outro lado ou, na melhor das hipóteses, demonstra um desconhecimento conceitual tão grande que poderia merecer tudo, menos um voto.
Tem ainda o que acha perfeitamente normal abraçar os conceitos de esquerda. Então é desigualdade para cá, sustentabilidade para lá, feminicídio e empatia. E tome voto!
É um espetáculo deprimente onde os risos, gritos, dancinhas e o horror do funk tentam ocultar a baixaria reinante.
Mas não conseguem.
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