Fico honrado de estar na companhia do Dr. Roger Penrose na questão de IA.
Vejam aqui sua posição, bem resumida, redigida por IA:
Roger Penrose argumenta que a consciência é fundamentalmente não-computável e não pode surgir de algoritmos clássicos ou de computadores convencionais, incluindo os sistemas de IA atuais.
Ele mantém essa visão em obras como A Mente Nova do Imperador (1989) e Sombras da Mente (1994), e em entrevistas posteriores.
Argumento central a partir dos Teoremas de Gödel
Penrose baseia-se nos teoremas da incompletude de Kurt Gödel (e em ideias relacionadas de Turing e do filósofo John Lucas). Esses teoremas mostram que, em qualquer sistema formal consistente capaz de aritmética básica, existem proposições verdadeiras que não podem ser provadas dentro do próprio sistema. Matemáticos humanos, no entanto, frequentemente conseguem reconhecer a verdade de tais proposições por meio de insight ou compreensão. Ele conclui que a compreensão matemática (e, por extensão, a consciência e o insight) não pode ser reduzida à aplicação cega de regras fixas ou algoritmos. A consciência nos permite “transcender as regras” ao captar por que elas funcionam — algo que um processo puramente computacional não consegue fazer. Assim, a mente não é equivalente a uma máquina de Turing ou a um computador clássico.
Penrose enfatiza que a verdadeira inteligência exige compreensão e consciência; sem consciência, os sistemas meramente seguem regras e carecem de compreensão genuína. Ele já chamou a “inteligência artificial” de denominação inadequada, sugerindo termos como “esperteza artificial” em seu lugar, porque a IA atual não envolve compreensão.
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