Tenho 44 anos de experiência em programação, desde meu primeiro estágio com carteira assinada, com 14 anos.
Já programei em quase todas as linguagens e sistemas, desde BASIC em um Sinclair Z-80, dBase III+ sobre CP/M num TRS-80 até Python e Javascript, C#, objective-C para iPhones, C em Arduíno e muitas outras combinações.
Dou aulas de programação e ainda pego projetos específicos de desenvolvimento. Esse mês dei aulas de programação para mais de 10 alunos, em linguagens e sistemas variados.
Sempre ensino que o computador é espetacularmente burro. É um burro muito rápido mas é 100% burro.
Isso ainda não mudou mas o mais relevante nessa história é que não pode mudar, a não ser que se desvende o mistério da consciência humana. E estamos muito longe disso, até porque tudo indica que as buscas estão sendo feitas da forma errada por pessoas que limitam o espectro de possibilidades.
Assim, até o momento a singularidade digital (máquinas pensando melhor que homens) é uma abstração remota e uma ferramenta de vendas bem real. Estão vendendo óleo de cobra a peso de ouro.
Quando os problemas de direitos autorais estourarem, junto com a questão da degradação dos modelos, a realidade vai aparecer. Além, claro, da crescente recusa de comunidades à instalação de datacenters em seus arredores. Ninguém gosta da idéia de ter que pagar dobrado pela luz ou pela água ou, ainda pior, ficar sem.
Mas se o Musk e o Thiel prometem, muitos crêem. Isso vai ser interessante de ver.
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