Nesta semana, a Quaest divulgou uma pesquisa para o Senado em Santa Catarina. Esperidião Amin aparece numericamente na frente, com 19%, seguido por Carlos Bolsonaro, com 16%, e Carol de Toni, com 12%. Como o estado elegerá dois senadores, a disputa coloca três nomes ligados à direita e ao campo bolsonarista brigando diretamente por duas vagas. A margem de erro é de três pontos percentuais, o que mantém a disputa bastante aberta.
Não importa muito qual será o resultado, porque politicamente essa disputa promete cenas interessantes. Se Carol de Toni ficar de fora, será uma bela demonstração de como funcionam as relações de poder dentro do bolsonarismo. Depois de anos de fidelidade ao grupo, ela poderá descobrir que, quando uma mulher deixa de ser útil aos interesses do clã, apoio e lealdade podem desaparecer bem rápido. A entrada de Carlos Bolsonaro na disputa, inclusive, já provocou divisões entre aliados da direita catarinense.
Mas se Carlos Bolsonaro perder, a situação será ainda mais engraçada. Mais um filho de Jair Bolsonaro ficando fora de um importante espaço de poder, justamente em um estado muito bolsonarista seria muito significativo.
Em resumo, são apenas duas vagas, alguém ficará de fora, e talvez a parte mais divertida dessa eleição seja justamente descobrir quem será.
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