O esporte é uma das poucas coisas que não se pode comprar.
Teu pai pode te dar dinheiro, mas não pode te dar velocidade. Teu dinheiro pode comprar o melhor tênis, mas não disciplina. Não existe herança capaz de te fazer continuar por quilômetros e quilômetros quando tudo dói e teu corpo pede que você pare.
E, ainda assim, o esporte entrega coisas que o dinheiro nunca consegue comprar.
Ele cria amizades genuínas. Faz você reencontrar velhos amigos. Aproxima parentes que a rotina havia afastado. Coloca pessoas diferentes lado a lado, dividindo esforço, cansaço, conversa e conquista.
Também é um privilégio se cansar por causa de um esporte, e não de uma doença. Encontrar forças para se desafiar livremente, e não porque a vida está sucumbindo. Correr é um exercício de gratidão.
Sou grato a Deus pelos treinos para a próxima meia-maratona. A prova de ontem foi uma tentativa de sustentar, por 15 quilômetros, o pace que pretendemos sustentar por 21. Conseguimos (quase) mantê-lo, mas foi difícil.
Agora é treinar mais, preparar melhor o corpo e dar tudo de mim na próxima.
No fim, ninguém pode correr por você. Mas muita gente pode correr com você.
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