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CARTA ABERTA DE HÉLIO LOPES, CONHECIDO COMO HÉLIO BOLSONARO, AO POVO BRASILEIRO Brasília, 25 de julho de 2025 O Brasil já não é mais uma democracia. Hoje, vivemos sob uma ditadura disfarçada — onde decisões do Parlamento são rasgadas por ministros do Supremo, onde leis aprovadas pela maioria dos representantes do povo são anuladas sem constrangimento, e onde o Congresso, acuado, muitas vezes se rende ao silêncio. Não podemos deixar que o medo nos torne cúmplices da injustiça e nos afaste de um país livre. Sou deputado federal. Fui eleito pelo povo. Mas a verdade é dura: não conseguimos mais fazer nada. Legislar virou encenação. Fiscalizar se tornou ofensa. A sensação é de que já não somos ouvidos — apenas tolerados, enquanto o verdadeiro poder se concentra onde não há voto, não há povo e não há limites. Foi por isso que tomei a decisão de acampar na Praça dos Três Poderes. Sozinho. Em silêncio. Com esparadrapo na boca. Não estou aqui para provocar. Estou aqui para demonstrar a minha indignação com essas covardias. Não estou incentivando ninguém a fazer o mesmo. Mas estou aqui porque sei que milhões já foram silenciados — e nem perceberam. Estou aqui por você. Estou aqui pelos filhos que ainda não nasceram. Para que não herdem um país amordaçado, nem aceitem a censura como herança. “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” — Martin Luther King Não estou armado. Não represento ameaça alguma. Mas carrego comigo o que basta: •Deus na minha vida; •Uma barraca; •Minhas roupas; •Itens de higiene pessoal; •A Bíblia Sagrada; •E a Constituição Federal de 1988. É tudo o que tenho — e é tudo o que preciso. Minha boca está calada. Mas minha alma está gritando por liberdade de expressão. Minha barraca virou trincheira. “Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar.” — Josué 1:9 Este ato está amparado pela Constituição: •Pelo Art. 5º, incisos IV, IX e XVI, que garantem minha liberdade de pensamento, fé, consciência e manifestação pacífica; •Pelo Art. 53, que protege meus gestos, palavras e símbolos como parlamentar; •E pelo Art. 1º, parágrafo único, que lembra que todo poder emana do povo. Estou aqui, também, por causa da perseguição brutal contra Jair Bolsonaro — um homem bom, meu irmão de coração verde e amarelo. Um irmão que a vida me deu, que me levou a cada canto deste país e do mundo quando era presidente. Hoje, ele está proibido de falar, de ver os filhos, de dar entrevistas, de existir politicamente. Um homem com tornozeleira no pé. Sem crime, sem sentença. Apenas por ter ousado dar voz aos esquecidos. É uma SUPREMA HUMILHAÇÃO. Se podem calar um ex-presidente, calar um parlamentar — amanhã calarão qualquer cidadão. Hoje censuram um político — amanhã amordaçam a imprensa. Hoje punem opiniões — amanhã condenam silêncios. Hoje somos nós. Amanhã pode ser você. Não precisa gostar do Bolsonaro para ver como esse homem é perseguido. Por isso, entrei em jejum de palavras. Porque entendi que há momentos em que o silêncio de um justo fala mais alto do que qualquer discurso inflamado. O silêncio, quando vem com convicção, é o primeiro passo de toda revolução moral. “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar.” — Martin Luther King E porque Deus pode usar até um silêncio para sacudir uma nação. Não faço isso por mim. Faço pelos meus filhos. Faço pelos seus filhos. Faço pelos filhos que ainda nem nasceram. Porque liberdade precisa ser herdada. Peço a Deus que o Brasil ouça esse clamor. Não porque gritei. Mas porque escolhi calar no tempo certo — e confiar que Deus nunca perdeu o controle. Calado como um cordeiro. Em pé como um guerreiro. E, quando a história for contada, que digam: “Ele não disse uma palavra. Deus falou por ele.” Eu creio que o Brasil vai mudar através das orações do seu povo. Hélio Lopes Deputado Federal (PL-RJ)

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