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CARTA ABERTA AO POVO BRASILEIRO* Hélio Lopes, Deputado Federal (PL-RJ)* Brasília, julho de 2025 Fui retirado da Praça dos Três Poderes. Com dezenas de viaturas, dezenas de policiais armados e ameaça de prisão. Mas o que carregava comigo não pode ser removido: Minha fé, minha convicção, meu silêncio. O jejum permanece. A oração continua. A resistência está viva. Porque o que nasceu diante dos homens, foi selado diante de Deus. Minha presença era pacífica, silenciosa e constitucional. Estava amparado por direitos que não podem ser ignorados: Artigo 5º da Constituição Federal, incisos: IV — é livre a manifestação do pensamento; VI — é inviolável a liberdade de consciência e de crença; IX — é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; XVI — todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização. Artigo 53 da Constituição Federal — garante a inviolabilidade dos parlamentares por suas opiniões, palavras e votos, estendendo a proteção a atos simbólicos de manifestação. Artigo 1º, parágrafo único — “Todo poder emana do povo”, e é a ele que devo minha voz — e meu silêncio. Não estava armado. Não incitei ninguém. Não ofendi qualquer autoridade. Estava apenas exercendo meu direito como cidadão e parlamentar. Luto contra a injustiça. Contra a covardia institucional. Contra o silêncio que sufoca a nossa liberdade. Continuo com: – A Bíblia na mão – A Constituição no coração – O esparadrapo na boca – E a mesma coragem que me levou até lá Me arrancaram da praça, mas não do propósito. Não se afasta o homem de suas convicções, nem com o uso da força. O que fiz foi só o começo. O Brasil não será calado — nem pela força, nem pelo medo. Seguimos em silêncio, mas não em omissão. Seguimos com Deus. E com Ele, não se recua. Hélio Lopes Deputado Federal (PL-RJ)

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