🧠 Pra lembrar: horas antes do assassinato de Marielle Franco, o porteiro do condomínio Vivendas da Barra anotou – no livro de entrada da portaria – que Élcio Queiroz afirmou a ele que estaria entrando no condomínio para ir à casa de Jair Bolsonaro, na época deputado federal.
O porteiro disse que interfonou para a casa e que do outro lado da linha estava Jair Bolsonaro.
Assim que essa informação saiu, algumas coisas aconteceram:
1. O próprio Jair Bolsonaro foi até a portaria do condomínio e subtraiu de lá um ano de gravações entre os porteiros e as casas. "Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha", declarou Bolsonaro à época.
2. Carlos Bolsonaro foi até a portaria e gravou vídeos mostrando ligações da portaria com outra casa, a de Ronnie Lessa, dizendo que Élcio não tinha interfonado para a casa de Jair. Carluxo mexeu no computador da portaria.
3. Bolsonaro acionou Sergio Moro para "ouvir" o porteiro. Nas palavras de Wilson Witzel, ex-governador do Rio, Moro “acuou” e “coagiu” o porteiro – e o porteiro mudou de versão pouco depois.
4. Diante da mobilização pelo fato de a família Bolsonaro ter metido as mãos nas gravações da portaria, o Ministério Público do Rio de Janeiro fez uma "perícia" em poucas horas e descartou que Queiroz tenha falado com Jair naquele dia.
O MP não avaliou a possibilidade de algum arquivo ter sido apagado ou renomeado antes de ser entregue às autoridades – depois de passar pela mão de Jair e Carluxo –, apontou um documento apresentado à Justiça.
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