Em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, Adélio deu uma facada em Jair Bolsonaro. A violência daquele ataque mudou o curso de uma eleição. Oito anos depois, em 3 de setembro de 2026, Alexandre de Moraes, em Brasília, deu uma facada na Constituição.
Que essa trágica violência contra o Estado Democrático de Direito sirva para acordar aqueles que não entendem o que está em jogo nesta eleição e os riscos ditatoriais que vivemos. Moraes já tirou o sigilo de fonte de jornalistas, censurou a imprensa, assinou a decisão que anulou os votos de 345 mil paranaenses, determinou prisões sem o devido processo legal e, agora, ultrapassa o abuso do abuso. Autoritarismo não nasce de uma vez. Avança abuso por abuso. Exceção por exceção. Silêncio por silêncio. Já rompeu limites e permaneceu. Já atropelou garantias. Que o Brasil acorde antes que seja tarde.
E que, neste 7 de Setembro, lembremos: o Dia da Indepenência é lembrar que o Brasil não tem dono. É lembrar, a cada geração, que ninguém é dono do povo brasileiro. Nem rei. Nem governo. Nem ministro.
Quem exerce o poder precisa se lembrar da verdade mais simples da nossa República: todo poder emana do povo. E a Constituição é a voz desse povo dizendo ao poder: daqui você não passa.
A facada de 2018 veio de um criminoso em Juiz de Fora.
A facada de agora veio de um juiz que se coloca fora, e acima, da Constituição.
Chega.
A toga não é coroa.
A Constituição não se ajoelha.
E o Brasil não tem rei.
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