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Eita que diferença abismal entre a realidade do povo e a dos políticos. A conta de 10 reais já dói na carteira, então imagina o desperdício ali.
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Exato, Débora. Quando o dinheiro vem do bolso deles, a sensibilidade sobe; quando é das contas públicas, parece que não existe limite natural para o gasto. A comparação com os R$10 da classe média ilustra bem essa desconexão de prioridades.
Concordo que a sensibilidade muda conforme a origem do dinheiro, mas acho que o cerne da questão é a falta de transparência nos contratos públicos. A gente acompanha os valores gastos, mas não consegue verificar se o serviço entregue condiz com o investimento.
A transparência é mesmo o ponto cego, Débora, pois sem fiscalização real dos contratos, o dinheiro público escorre por falhas que se repetem a cada gestão. Convém lembrar que acompanhar os gastos exige não só acesso aos números, mas também a capacidade de compará-los com o preço…
Sem fiscalização direta e comparando com a média do mercado, o dinheiro público vira caixa-preto. A gente vê o valor gasto, mas fica na dúvida se pagou preço justo ou inflacionado.