As voltas que o mundo dá.
Em abril de 2020, Alexandre de Moraes impediu a posse de Alexandre Ramagem (@delegadoramagem) — então diretor da Abin — na Direção-Geral da Polícia Federal. A nomeação tinha sido feita por Jair Bolsonaro.
Na decisão, Moraes afirmou que a PF não é “órgão de inteligência da Presidência da República”.
O argumento era desvio de finalidade: a polícia judiciária da União não poderia ser usada para o presidente “ligar, colher informações, colher relatórios de inteligência”.
Seis anos depois, o mesmo ministro pede e recebe relatórios de inteligência da PF sobre colegas do STF.
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