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O Metrópoles publicou agora um áudio inédito de uma conversa entre o juiz Airton Vieira e o Eduardo Tagliaferro. Na gravação, Vieira relata estar sob forte pressão física, psicológica e emocional, afirma que havia ultrapassado o próprio limite e que cogitou antecipar seu retorno ao cargo de desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas recuou para não deixar Moraes “na mão” em meio a um momento de crise. Mas a revelação mais importante ficou perdidinha ali no meio, justamente pelo fato de o Metrópoles se recusar a falar da Vaza Toga. Vieira confessa ter ficado incomodado com a intromissão do Moraes nas audiências de custódia. Segue a transcrição do áudio na íntegra: Bom dia, Eduardo. Tudo bem? Olha, realmente a coisa está feia, viu? Eu não estou aguentando mais — em termos físicos, psicológicos, emocionais. Eu não consigo dormir sossegado. Eu não tenho tranquilidade. Eu tô perdendo completamente a higidez mental, o pouco que eu ainda tinha, viu? Realmente, a coisa tá feia. É o que você disse aí, realmente. Porra. Até depois, em questões de audiência de custódia, sabe, ele vem dando palpite. Espera um pouco, né? Olha, eu não sei como vai evoluir isso, honestamente falando, mas eu sei que eu já cheguei ao meu limite — aliás, já ultrapassei o meu limite faz tempo. E é que agora eu tô numa situação, né? Eu havia pensado, já tinha decidido antecipar a minha passagem, né? Eu falei: “Bom, agora que a temperatura vai diminuir...”, etc., etc. Só que voltou a subir de uma forma exponencial. E agora eu fico constrangido de antecipar qualquer coisa, porque passaria a impressão de que eu estaria saindo, pulando do barco justamente no momento, talvez, de maior tempestade. Isso eu acho desagradável. Eu não faria, né, deixando, no caso, o ministro na mão. Mas está muito, muito, muito difícil. Minha família está sendo extremamente prejudicada. E toda essa situação, além de tudo, né, do trabalho. Porque, se a situação do trabalho fosse boa, tudo bem. Mas essa situação... sabe? Pressão para tudo quanto é lado, cobrança, o que a gente fala não tem crédito, tudo é para anteontem. Estamos cercados também de gente que, como você escreveu aí em cima, sabe? Então, é muito difícil. Muito difícil.

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