Daniel Ganjaman

97 Voos
Daniel Ganjaman

Daniel Ganjaman

@danielganjaman

Produtor Musical e engenheiro de som. Taurino, canhoto e inquieto.

instagram.com/danielganjaman_Ingressou em abril de 2026
Queria entender o que ocorre no fluxo de sinal de algumas transmissões de festivais que ocasiona uma porra de um delay da voz em relação à banda. Tecnicamente, não faz o menor sentido.
Vi que alguns lançamentos do universo pop receberam acusação de plágio e uso de IA. Me espanta isso acontecer em tão pouco tempo mas não o fato em si. A música pop contemporânea é extremamente formulaica. Os arranjos são basicamente empilhamento de padrões e as composições brifa…
Uma coisa que eu nunca entendi é desde sempre o reggae ter sido tão marginalizado no Brasil, tratado como subgênero e estereotipado à marica de durepoxi. Parece que o jogo tá mudando hein.
Fica combinado assim: busca e apreensão a gente comemora postando meme e fazendo valer o sextou. Agora quando o safado for preso vai ter que rolar carnaval, parada gay, marcha da maconha, breque dos apps, círio de nazaré, bumba meu boi, congada… tudo ao mesmo tempo.
Eu sou muito entusiasta do BRICS. Por mim tinha moeda do BRICS rede social do BRICS plataforma de streaming do BRICS festival do BRICS cachaça do BRICS modelo de BYD do BRICS vodka do BRICS arroz biryani do BRICS vinho sul africano do BRICS até colab com a supreme do BRICS.
Essa matéria do fantástico sobre ice que parece uma reprise dos anos 90 tá com muita cara de encomenda, só me pergunto aos interesses de quem isso atende. Emplacar uma reportagem ali não é pra qualquer um.
Ser um artista popular e ter problema com drogas sempre foi difícil. Já acompanhei alguns e posso afirmar que não é brincadeira. Agora, imagina passar por isso nesse mundão de 2025 onde tá todo mundo só querendo ver você se fuder pra poder falar mal e ganhar coraçãzinho em troca.
Quando produzo um disco, minha meta é escutá-lo 10 anos depois e ter a sensação que ele poderia estar sendo lançado hoje, que soe atemporal. Esse é um grande exemplo da meta alcançada com sucesso. Convoque seu Buda, o clima segue tenso! 🔥 Obrigado @criolomc
Um povo se esforçando pra cancelar o Silvio Santos em meio à comoção de seu falecimento mostra a visão equivocada de país por boa parte do campo progressista brasileiro. Impressionante o erro de foco e a energia dispensada.
Me admira as pessoas estarem horrorizadas com artistas e gravadoras de trap, rap e funk fechando com a extrema direita. Tamo ladeira abaixo vendado e sem freio faz uma cota. Paulo Freire deu a letra: “quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”.
Tô vendo um monte de artista relevante lançando trabalho novo e sendo impedido de circular por não estar inserido no seleto grupo de nomes q compõem TODOS os lineups de festivais. Essa hegemonia já está fazendo um estrago irreversível na cena musical brasileira, e só vejo piorar.
Se não me falha a memória, isso foi dia 23 de janeiro de 2003. A gente tava cheio de ideia, no apetite e disposição pra chegar arregaçando. Eu não tinha nenhuma dúvida que seria o disco de nossas vidas.
É muito bom ver a Ivete amassando com esse grau de excelência num momento em que vemos artistas com números bem mais expressivos apresentando shows lastimáveis. Nem tudo gira em torno de plays em plataformas, e pra chegar nesse patamar tem que comer muito arroz e feijão.
Turnê de reencontro virou uma tendência tão ambiciosa que os empresários do ramo tem apostado em estádios para bandas que não tocavam nem pra 2000 pessoas quando encerraram suas atividades. Será mesmo que isso é puro saudosismo ou tem algo a mais por trás desse fenômeno? +
Esse apagão na CPI da Enel me lembrou uma história engraçada. Certa vez o Supla tava ensaiando no meu estúdio e a luz começou a oscilar. Ele saiu da sala reclamando com o meu pai, falando q assim não dava pra ensaiar. Meu pai: "ué, reclama com a tua mãe! (prefeita na época)" 😃
Nos últimos tempos eu venho analisando a cena musical sob um outro prisma e algumas conclusões me deixaram muito desanimado. Basicamente, a influência q a pandemia teve no mercado estabeleceu um novo paradigma, onde por mais contraditório q seja, a música perdeu protagonismo. +
Kendrick Lamar em um estádio em São Paulo com ingressos de pista a R$550 + taxas (ou seja, praticamente meio salário mínimo). Uma pena que os verdadeiros fãs não poderão assisti-lo.
O Rap tinha historicamente a criatividade como um elemento determinante para sua existência, o q separava quem é e quem não é. Hj o rap segue uma fórmula, uma receita de bolo, daí vemos um zé mané qualquer se achando apto a rimar e tornar isso público sem o menor constrangimento.
Dos 24 ataques a escolas ocorridos nos últimos 20 anos, 13 foram entre o início de 2022 e 2023. Se você dissocia esse fato aos últimos 4 anos de governo promovendo armamentismo, supremacia branca, misoginia e violência de gênero, quem está politizando o ocorrido é você.
A cena de rap atual tem potencial de investir em seu próprio festival ao invés de só se preocupar com drip, ice, hype e outras papagaiadas dos norte-americanos. Pra crescer, tem que pensar coletivamente, e a individualidade do discurso veio cobrar da pior forma. Pega a visão.
Aquela semana me marcou profundamente e eu sinto que nunca mais fui o mesmo. Em um almoço depois do enterro, um mano meu disse coisas lindas, que me fizeram sentir muito orgulho de nossa construção até ali. + @gorilaurbano
Naquela noite eu tive um sonho. Ele falava cmg, e dizia q estava bem. Eu ficava animado, e dizia q queria avisar os parceiros, e ele dizia “não viaja”, e repetia q estava bem. Nem meu ceticismo à época me impediu de somar esse fato ao duro processo de superação q estava por vir.+
Há exatos 20 anos eu perdia meu maior parceiro. Até hoje, segue sendo a perda mais difícil de lidar, em toda minha vida. Muitas pessoas estavam ao meu lado naquela manhã na porta do hospital quando a notícia chegou, e juntos a gente teve que superar na marra aquela tragédia. +
Votei e fiz campanha pro Lula para que tenhamos a possibilidade de diálogo. Se formos atacar trabalhadores precarizados se organizando para lutar por seus direitos com o argumento de não melindrar o governo recém empossado, começamos muito, mas muito mal.
Imagina se no velório do James Brown ou do Michael Jackson ninguém do Rap ou R'n'B tivesse ido prestar condolências, agradecer e se despedir. Foi o que aconteceu com o Pelé.