Daniel Ortega acaba de anunciar que a Nicarágua não terá mais eleições. Não é uma surpresa para quem acompanha o país, mas escancara algo que muita gente prefere não lembrar: essa amizade entre Lula e o ditador nicaraguense não é boato nem exagero de oposição, é história documentada. Vem desde a fundação do Foro de São Paulo, em 1990, passa pela vez em que o próprio Ortega dispensou motorista para buscar Lula no aeroporto, e chega até 2022, quando o TSE censurou publicações que apenas mencionavam essa proximidade.
O Brasil ainda se absteve de condenar Ortega na ONU em 2023, e só houve rompimento em 2024, quando o custo eleitoral entre os cristãos ficou alto demais.
Fé, liberdade e democracia não são bandeiras que se abraçam por conveniência. O eleitor tem até outubro para não esquecer.
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