Cida Gonçalves

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Cida Gonçalves

Cida Gonçalves

@cidagmulher

Ex-Ministra das Mulheres. Especialista em gênero e violência contra a mulher.

Ingressou em abril de 2026
Criança não tem condições de decidir sobre muitas coisas, e essa é uma delas. Não foi consentimento. Foi estupro. Não é relação consensual. É violência sexual. Criança deve brincar, estudar e viver sua infância, não casar.
Indignação e impotência é o que sentimos quando o Judiciário, guardião da Constituição e das leis em nosso país, permite uma atrocidade como um homem de 35 anos se casar com uma menina de 12 anos. É preciso dizer com todas as letras: isso é violência contra vulnerável.
Tenho alertado há alguns anos sobre a crueldade e as torturas cotidianas que as mulheres vivem. O caso do secretário de Itumbiara é mais um exemplo dessa barbárie. Mata-se os filhos como forma de atingir e destruir a mulher.
A misoginia é o ódio e a hostilidade contra as mulheres — e está presente nas pequenas e grandes violências do dia a dia. Entender esse conceito é o primeiro passo para combatê-la.
O próprio Ministério das Mulheres alertou que esse tipo de gestação forçada é “a maior causa de evasão escolar feminina” e que “uma menina por semana morre no Brasil” em consequência disso. Estamos vendo acontecer mais uma violência contra crianças!
Mesmo assim, a Câmara aprovou um projeto que dificulta o aborto legal de crianças estupradas. Uma decisão que ignora a dor e transforma direitos em punição.
Meninas que já sofrem violência sexual agora têm o caminho para o acesso a um direito legal sério ainda mais dificultado. A cada 4 minutos, uma menina ou mulher é vítima de violência sexual no Brasil.
Porém, responsabilizar as mães pela morte de seus filhos é cruel, desumano e revela a face fascista de quem odeia pobres, pretos e mulheres. Evidencia a intolerância, o desrespeito e o ódio contra a população — especialmente contra as mulheres. RESPEITEM A DOR DE UMA MÃE PRETA.
O massacre ocorrido no Rio de Janeiro é inadmissível. Cenas de guerra e 120 mortos, com seus corpos estendidos em praça pública, ferem a Constituição e os Direitos Humanos.
O projeto agora segue para análise no Senado. Vamos pressionar nossos senadores para que o projeto seja aprovado e que a saúde menstrual das mulheres seja respeitada!
Para utilizar a licença, será necessário laudo médico comprovando que os sintomas impedem o trabalho. O benefício reconhece uma realidade biológica, e reforça o direito das mulheres a trabalharem com dignidade.
A Câmara dos Deputados aprovou a licença menstrual no Brasil. Um passo importante para reconhecer o impacto do ciclo na saúde das mulheres. O projeto garante até dois dias de afastamento por mês, quando sintomas fortes impedirem o trabalho.
O afastamento poderá ser solicitado até dois dias por mês, sem prejuízo no salário ou nos direitos trabalhistas. É uma medida voltada a situações de dor intensa ou incapacitante, e não uma folga automática para todos os ciclos.
Um trecho da minha entrevista pro Metrópoles, em que falei sobre os dados do Atlas da Violência e a realidade dura que encaramos. Trago uma análise sobre o cenário da violência de gênero no Brasil — e por que a gente precisa continuar debatendo isso com seriedade!
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