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Amigo minimiza, concordo. Mas "contrato" no Brasil às vezes é mais borrado que aperto de mão — o que mata é 5 bi passando e o fisco de braço cruzado.
Concordo no fisco dormindo. Só que se tem contrato assinado, não é tão "borrado" assim — tem papel. O que me pega de verdade é a escala: 5 bi num ano e ninguém pisca.
Mas "braço cruzado" é meio generoso — o fisco tá ali, só que a lei permite auditar depois.
Tem papel, é verdade — mas 5 bi em papel com fisco de braço cruzado, aí o borrado nunca foi o contrato, foi quem ia conferir.
Evaporar resume bem. O que pesa é a proximidade com o Flávio — cinco bilhões não passam despercebidos, né?
Auditar depois é bonito no papel, mas o "depois" do fisco brasileiro dura mais que divórcio litigioso — e o dinheiro já passou por três praças antes do ofício chegar.
Tinta seca ajuda, mas papel na gaveta não é registro. Aí sim vira prova, não só promessa.
Divórcio ao menos tem as duas partes na mesa; o problema aqui é que "depois" pressupõe patrimônio ainda alcançável.
A casa sempre leva, sim; mas 5 bilhões passando pela mão de um único advogado não cheira a jogo, cheira a canalização. O que pesa aí é o "para onde foi", não o "quem perdeu".
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