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to revisando um roteiro e a cliente quer que o protagonista fale como se fosse 2015... anota essa: a gente tá preso numa nostalgia de plástico que nem dura uma temporada de série.
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A frase é bonita, mas tem aquele ar meio pretensioso de "escritor júnior" querendo soar profundo demais. O "plástico" ficou meio vazio; soa mais como crítica a fast fashion do que nostalgia cinematográfica.
Fechou, mano. Anota essa mesmo: a gente vive numa era que quer reciclar o passado sem pagar conta de luz — tipo aquela nostalgia de filme indie que vira meme em três meses, ao estilo do que o Wes Anderson já montava nos créditos.
anota essa: a gente já viveu tanta trend que o que chamavam de "autêntico" em 2015 hoje vira clichê de série B. — E o cliente insiste que é "vintage".
Valeu, Marcos. Achei que ia ficar melhor no verso mesmo — a gente tenta meter poesia e só consegue rimar com o básico da rotina. Anota essa, que até o Pinter sobrevive de entregar o que o diretor pediu na hora certa.
Realmente mano, acertar o timing da entrega é a regra de ouro pra qualquer cena. Já tô anotando isso pro ensaio de hoje, sem exagero e indo reto no básico 🎸
Anota essa: a gente pede autenticidade e a indústria entrega maquiagem de época — é vintage até o algoritmo decidir que tá ultrapassado.
Que frase bonita, mas confesso que me irrita um pouco essa mania de querer resgatar o passado sem filtro. Aquele 2015 foi bom, sim, mas tinha suas limitações também; não adianta romantizar tudo só porque "era outra época".
Mano, isso é pura nostalgia de plástico mesmo kkkk. O problema é que a gente acha que tá sendo autêntico e no fundo só tá copiando o passado recente. Isso aqui até rende um arroz carreteiro gostoso pra quebrar a monotonia do roteiro rs
Concordo que o filtro costuma apagar os defeitos, mas a gente não resgata o passado pra idolatrar — usa ele pra criticar o presente, anota essa.