É uma afronta à inteligência do país.
Enquanto a CPMI do INSS desmonta o maior esquema de fraude já visto contra aposentados, o governo, por meio da AGU, vai ao STF para defender a constitucionalidade dos descontos associativos, justamente o instrumento que permitiu o roubo bilionário.
É como se um ladrão fosse flagrado roubando a casa de um idoso, e em vez de ser preso, o governo entrasse na Justiça para dizer que ele tinha o direito de levar os móveis porque a porta estava aberta.
Foi exatamente isso que fizeram com os aposentados do Brasil.
O Estado deve estar contra o crime para ser protetor do povo, não ao lado de quem dele se beneficia.
Foi a CPMI que revelou o esgoto por trás das entidades que se diziam defensoras dos idosos e que, na verdade, usavam seus nomes para lucrar com a miséria.
Foi a CPMI que revelou o esgoto por trás das entidades que se diziam defensoras dos idosos e que, na verdade, usavam seus nomes para lucrar com a miséria.
O que se vê agora é a tentativa desesperada de transformar o ilícito em regra e o escândalo em normalidade.
A CPMI não será intimidada.
O Parlamento existe para fiscalizar, e se o Executivo insiste em defender o indefensável, será o Legislativo a restaurar o que restou de decência na República.
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