Léa Garcia, o sustentáculo do revolucionário movimento negro no Brasil. Falou tudo quando ninguém falava. Se expôs e muitas vezes colocou sua carreira em risco em prol de todos nós.
Uma mulher negra em eterno movimento. Seus merecidos 90 anos, consistem em apoiar essa história secular na qual ela vivenciou e sempre, no topo de suas atividades, olhou para trás, olhou para os lados e olhou para frente.
Léa Garcia a quem, com muito respeito, eu chamava de Tia Roxa, por ser tão parecida com a irmã de meu pai. Eu tenho um respeito profundo e quero dizer que você continuará comigo, me fortalecendo e tenha certeza que na música de Serafina para o Musical Orpheu para Broadway você irá brilhar. Pois sua presença e sua imagem que me trará inspiração desta brasilidade e desta coerência de interpretar a realidade.
Muito obrigado Léa, muito obrigado Tia Roxa.
Foto: Adriano Damas
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