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A forte chuva de granizo que atingiu o norte da Ilha em Florianópolis e provocou estragos em cerca de 700 residências é exemplo claro de como Santa Catarina PRECISA investir e estar preparada para enfrentar as mudanças climáticas. Quero expressar minha solidariedade às famílias afetadas pelo granizo em Florianópolis, Biguaçu, Ipuaçu, Quilombo e nas demais cidades afetadas. Os impactos do Super El Niño estão apenas começando. Seu ápice será entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Portanto, as cidades catarinenses precisam de um planejamento bem estruturado para evacuações das áreas de risco, acolhimento de famílias desalojadas ou desabrigadas e, principalmente, precisamos de um fundo estadual e nacional para auxiliar a reconstrução da infraestrutura e das casas afetadas pelos fenômenos climáticos extremos. Historicamente, o FGTS é liberado às famílias quando os municípios decretam situação de emergência ou calamidade. Porém, o FGTS é um fundo que visa financiar as políticas habitacionais. Se esse fundo é constantemente liberado, os trabalhadores não conseguem acumular recursos suficientes para realizar o sonho de ter o seu lar. Nós precisamos de um fundo climático para que as famílias possam reconstruir o que foi destruído, sem comprometer a reserva do FGTS, e este fundo deveria ser mantido pelas empresas que geram grandes impactos ambientais.

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