acabei de chegar em casa e fui do céu ao inferno só de abrir as redes sociais.
tava no espetáculo do coral Vozes Trans, emocionado com essa potência única, mas a realidade já me trouxe de volta.
essa decisão da CBV, de se curvar à transfobia do COI, é uma vergonha.
depois de 10 anos, fingindo se preocupar e acolher a Tifanny Abreu no vôlei feminino, a maior instância brasileira desse esporte decidiu hoje desonrar sua própria história.
o voleibol sempre foi pautado pela diversidade, pelo respeito e pela valorização de pessoas LGBTs.
nessa década como atleta do voleibol feminino, Tifanny sempre seguiu cada uma das regras, já absurdas, exigidas pra ter o direito de estar em quadra.
com a camisa do Osasco fez (e faz) história. representa esse esporte como poucas pessoas já fizeram. com amor, dedicação e respeito.
infelizmente, mais uma vez, o vôlei devolve o oposto disso. pra ela e pras milhares de pessoas trans apaixonadas por esse esporte.
essa decisão é vergonhosa, inadmissível, inaceitável e, acima de tudo, covarde. esse retrocesso vai nos custar muito caro.
mas não desistiremos. seguiremos lutando pela verdade inclusão nos esportes. esse lugar é e sempre será nosso também!