Na sexta vi o show de Tom Zé. É preciso dizer e repetir: foi e é coisa de grande importância. Circo Voador lotado, muita gente jovem, todo mundo cantando as músicas de Tom Zé. O tropicalista dos tropicalistas, aos 90 anos, prova que a cultura brasileira tem muito mais força do que se imagina.
No sábado, fui ver o filme "No passo da cobra", de Estevão Ciavatta. Não só é o documentário do acidente que deixou o diretor tetraplégico e sua luta paciente para recuperar os movimentos. É também um filme de beleza cinematográfica excepcional. Outra prova de que a cultura brasileira tem muito mais força do que se imagina.
Na Segunda-feira, morreu o professor e cineasta Jomard Muniz de Brito, o líder do tropicalismo no Nordeste. Jomard era uma das figuras que, no Recife, excitaram a cabeça de Gil para o tropicalismo. Se opôs com sabedoria ao armorialismo do sábio Suassuna, tensão que prova que a cultura brasileira tem muito mais força do que se imagina.
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