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Li o livro de Tarik de Souza todo: João Gilberto e a Insurreição Bossa Nova. São tantas as menções a grupos que se formaram no pré, no durante e no pós que não consigo achar nessa minha memória de oitentaetresão um jeito de comentá-las. Só agradeço e me prometo procurar ouvir. A palavra "insurreição" no título me cativou. Vi ali logo o Tarik, ainda tão menino e já jornalista, que pediu a Drummond e a mim que traduzíssemos letras dos então surpreendentes Beatles. O livro de agora diz o que a bossa nova foi, o que ela significou. Eu tenho João Gilberto como centro definidor de uma imensa virada que o Brasil deu, que minha vida deu. Assim, o trabalho de Tarik defende o que foi e é mesmo de grande importância para nós. A ênfase com que ele trata o fenômeno Jorge Ben Jor (mesmo em pequenos períodos e frases simples) prova que ele saca o essencial. Quando finalmente chega a JG, tudo é mais detalhada descrição e narração do que interpretação. Esta se mostra no poético prefácio, no título e no aqui também revisitado JBJ.

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