🚨 ZEMA, VAMOS DEBATER SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES?
Na sua entrevista ao Jornal Nacional, ao ser perguntado sobre o enfrentamento ao feminicídio, você afirmou que tem “uma série de programas contra as mulheres”.
A frase foi uma gafe, mas ela não é um fato isolado. Em 2020, ao lançar um programa de enfrentamento à violência doméstica, você disse que a opressão contra as mulheres poderia ser chamada de “instinto natural do ser humano”. Em 2021, reproduziu o estereótipo de que “a mulher que separa” se torna obcecada em atacar o ex-companheiro. E, mais recentemente, justificou que mulheres teriam “outras atribuições em casa” ao defender exigências educacionais apenas para homens beneficiários do Bolsa Família.
Não são apenas palavras: são visões que naturalizam a violência, deslegitimam mulheres e reforçam a sobrecarga histórica do trabalho de cuidado. Soma-se a isso o atraso de Minas Gerais na adesão ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, instituído em 2023 para articular políticas efetivas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência de gênero.
Não basta citar delegacias, tornozeleiras e campanhas de forma genérica. É preciso responder: quais foram os resultados concretos dessas políticas em Minas, Estado que ocupou o segundo lugar nacional em número absoluto de feminicídios em 2025? Onde estão os recursos? Como garantir atendimento, acolhimento, autonomia financeira, prevenção e proteção efetiva para que nenhuma mulher seja assassinada por ser mulher?
Por isso, eu te desafio para um debate público, 1x1, sobre violência contra as mulheres, feminicídio e as políticas que o Brasil precisa construir para enfrentar essa emergência.
Você escolhe a data, o horário e o local. O convite é intransferível.
Vai aceitar ou continuará tratando a vida das mulheres como uma resposta ensaiada de campanha?
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