Falta ao Lula cair na real, tirar de campo o féretro do socialismo do atraso, representado por Gleisi, Dilma (a quem eu reputo pessoa de grande integridade, caráter e fibra, mas que não serve para administrar qualquer órgão da esfera econômica), Mercadante e congêneres.
Falta parar de levar em consideração a opinião de uma mulher que não o deixa ver os amigos mais próximos, os filhos e os netos -e também falta ao presidente impedir que sua esposa frequente reuniões de trabalho.
Com urgência urgentíssima, falta trazer de volta Gilberto Carvalho, reabilitar Zé Dirceu e ir preparando Zeca Dirceu para o futuro.
E, desde já, falta parar imediatamente de boicotar o ministro Haddad de maneira indecente pra favorecer uma política econômica que leva ao precipício.
Nenhum governo gosta de aperto de orçamento. Mas essa é a última chance de construir o seu legado, porque é o final da história que sempre é mais lembrado.
E do que o Brasil precisa neste momento é acabar com as emendas secretas e retomar a responsabilidade fiscal. Se isso não acontecer, essa corja política sempre irá roubar os cofres públicos na calada da noite.
Precisamos de um treco que os americanos chamam de accountability. E outro chamado de checks and balances. Ou seja, fortalecer os fiscalizadores de quem fiscaliza, i.e. as agências reguladoras.
Sem esquecer de outro fator importantíssimo que é investir na Polícia. Informatizar, treinar, equipar e fiscalizar ininterruptamente as nossas polícias.
Porque o trabalho que elas fazem, ninguém mais é capaz de fazer. Ninguém. E as Forças Armadas que voltem a ficar quietinhas no canto delas, porque elas ainda nos devem muitas explicações, uma vez que, até agora, nenhum dos canalhas de 1964 foram presos.
E anistia é cu de rola. Com o papelão que foi o governo Bolsonaro, o mínimo que a gente pode esperar é que a Lei da Anistia de 1979 seja rasgada e jogada na privada. Vamos apurar tudo o que aconteceu naqueles anos e examinar atentamente a quem coube o quê.
Finalmente, presidente Lula, também seria uma ótima ideia voltar a ouvir o Pérsio Arida, Armínio Fraga e outros que ajudaram a formar a coalizão que o elegeu e com quem o senhor costumava no passado parlamentar com respeito e consideração. Porque se continuar como está, o PT encontrará a mesma sorte do defunto PSDB.
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