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Alyssa nasceu em 2010. Vivia toda a angústia, tensão, perplexidade, com as descobertas trágicas que fazia no início da minha militância pelos direitos humanos, que começara três anos atrás, no Rio. Quando descobri que a minha mulher estava grávida, contei para uma amiga psicóloga que seria pai novamente, após quase 20 anos. Ela me disse, “Que essa menina traga doçura para a sua vida”. A profecia se cumpriu. Ela está fazendo hoje 13 anos. Estou comovido. Duplamente comovido. Por tê-la e por saber que muitos pais, moradores de favela, não terão a minha alegria, porque perderam seu filhos por bala perdida, na insanidade dos tiroteios que fazem parte do cotidiano das comunidades pobres. Alyssa é doçura e motivo para a luta. Quero que todo pai e mãe tenha a alegria de criar seus filhos com segurança no meu país.

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